Domingo, 16 de Março de 2008
Sexta-feira, 14 de Março de 2008
Amava irremediavelmente, sem critério nem pesar. Já não a beijava, despejava-lhe excertos de poemas escritos em bilhetes de autocarro que escrevia quando estava atrasado. O tempo era uma maçada, um amigo... E eu não tolero que esperes pelo verde, não compreendo alguém que acha que a vida é um semáforo.
I lived on the Moon! - gracejou bêbado!
Deixa-me abraçar-te, hoje levo-te a casa. Se tiveres mar nessa casa abrimos uma praia nocturna e nadamos até que venham lágrimas em vez de palavras e beijos onde havia bocas. É um bom negócio, podemos fazer de cada dia um cliente, de cada hora uma dinastia. E acima de tudo apreciaremos a fidelidade, um cliente é um amigo, uma maçada.
Tenho sono. - confessou. E eu ri-me muito baixinho.
Se quiseres ligo-lhe e explico-lhe de forma clara e capaz que não queres mais dormir. Que já não queres mais ter sono. Somos atletas e em cada onda vendemos olhares fatais de corpo vivo mar adentro. E afinal era tão simples o segredo: não há canções boas, há canções menos más!
Não é justo amar em françês.
E ela adormeceu.
Terça-feira, 11 de Março de 2008
Quinta-feira, 6 de Março de 2008
Chateia-me esta ideia de se achar que viajar é bom. Ver o mundo, conhecer outras culturas, pessoas e terras... Porque raio?! Porque raio gente que nem conhece os vizinhos quer conhecer pessoas de outras terras? Há gente que muda de cidade e vive com os colegas da terra onde nasceu! Pessoas que saem à noite para desanuviar, e nem um boa noite levam consigo, quanto mais um quero conhecer-te! E depois vão para o outro lado do mundo tirar fotografias e conhecer pessoas?! Muito estranho! Tão estranho quanto alunos do programa eramus organizarem festas para alunos do programa eramus - o cúmulo da empatia! Só devia ser permitido viajar em duas circunstâncias: em fuga e/ou em serviço! Em caso de assuntos reprodutivos, abria-se a excepção! E não mais! O resto trata-se por carta!
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Estava a pensar em percentagens e em trigo. Há sempre uns grãos que se perdem, fodem-se pelo ralo abaixo. E o moleiro nem pisca, vira a saca cheia de grão para o centro da mó, que como qualquer bom sistema esmaga e tritura a maioria. Por isso a questão do pão, é a questão do que acontece aos que percentualmente se fodem. É deles que podemos esperar algo mais, algo mais do que miolo de papo-seco! Os que vão ao rebusco sabem-no e têm os olhos como eu tenho o pensamento, em ti.
